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Saúde mental e alimentação: o impacto real das dietas de janeiro no seu cérebro

Data: 15/01/2026
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Saúde mental e alimentação: o impacto real das dietas de janeiro no seu cérebro

Janeiro costuma chegar com uma carga pesada de expectativas. O mantra do "novo ano, nova vida" quase sempre vem acompanhado de restrições alimentares que prometem milagres estéticos, mas que, silenciosamente, entregam ansiedade. Como psiquiatra, convido você a olhar além da balança para entender a relação entre saúde mental e alimentação quando decidimos, de forma punitiva, "fechar a boca".

Muitas pessoas acreditam que a dificuldade em manter uma dieta restritiva é falta de "força de vontade", mas a neurobiologia mostra um cenário diferente. Quando privamos o corpo de energia severamente, o cérebro ativa um modo de sobrevivência: o cortisol sobe, o metabolismo desacelera e a obsessão pela comida aumenta. Não é falha de caráter; é seu sistema biológico tentando te proteger.

O perigo do nutricionismo para a saúde mental e alimentação

Precisamos ter cautela com o "nutricionismo", a tendência de reduzir o comer a uma planilha de macros e calorias. Essa visão neurotiza a alimentação e, frequentemente, mascara o sofrimento emocional por trás dos transtornos alimentares.

A verdadeira conexão entre saúde mental e alimentação baseia-se na liberdade. Segundo os conceitos de Ellyn Satter, comer normalmente significa ter flexibilidade. É comer por fome, mas também por prazer social ou celebração, sem que isso se torne uma sentença de culpa.

Como retomar o equilíbrio e o autocuidado

Para quem sente que a relação com a comida é uma guerra constante, recomendo a leitura de "O Peso das Dietas", da Dra. Sophie Deram. Ela explica por que o nosso cérebro "odeia" restrições e como podemos retomar o equilíbrio.

Neste Janeiro Branco, em vez de focar no que você vai tirar do prato, foque no que vai incluir na sua rotina de autocuidado. Uma saúde mental e alimentação equilibrada deve respeitar o seu ritmo e, acima de tudo, a sua história.